CONVERSA EM FAMÍLIA: Ao lado da esposa e da filha, Caboquinho Veras recorda com emoção bons tempos em Elesbão Veloso.

Euclides Bezerra Veras, 85 anos(17.01.1931), o “Caboquinho”, nascido em Crateus-CE, mas vivendo em Elesbão Veloso há quase 8 décadas, contou-nos um pouco sobre sua vida em entrevista ao Conversa Em Família, do Painel Popular. Defronte a sua casa, situada à Avenida João XXIII,  ao lado da esposa dona Áurea Sales Veras, 84 anos e da filha, Maria do Socorro, a conversa fluiu de modo bem agradável.

Antes de se aposentar, Caboquinho foi atendente de farmácia. “Trabalhei por 22 anos para o Dr Eneas”, falou Caboquinho para em seguida lembrar à época que chegou do Ceará, quando aqui ainda era Coroatá. “Mudou muito isso aqui, existiam muito olho d´agua no meio da rua, hoje tá muito diferente, naquele tempo tinham poços limpos pra gente tomar banho, mas o lugar foi crescendo e as pessoas não cuidaram desses poços como deveria”.

Caboquinho Veras fala ao Painel Popular. 

Ele se emociona ao falar sobre a cidade, que diz adorar e a família, constituída de quatro filhos que lhes deram 4 netos. “Chequei aqui aos 6 anos, lembro das festas em que dancei muito. Tenho orgulho por ter criado meus filhos, que gosto muito, eles são muito bons pra mim”.

A união com Dona Áurea começou em Elesbão Veloso. Nascida em Novo Oriente-CE, ela costumava vir a cidade para passar férias e foi nessas idas e vindas que eles se encontraram. “Namoramos por oito meses, depois casamos, estamos há quase 60 anos casados”, disse.

Dona Áurea comentou a respeito da saúde do esposo, disse que ele tem acompanhamento médico frequente, além disso tem problemas na coluna, toma medicamentos e tem princípio de mau de Parkinson. “Cumpro minha obrigação como esposa, até para honrar o que dizermos no momento do matrimônio, estar ao lado na saúde e na doença”, falou dona Áurea, que em matéria de saúde diz ter arritmia, motivo que a faz ser precavida na ida ao médico periodicamente.

Dona Áurea Sales nasceu em Novo Oriente-CE

Ao participar do Conversa Em Família, Maria do Socorro Sales, filha do casal e, que desde 1977 reside em Teresina disse que constantemente estar em Elesbão Veloso, e mesmo estando distante procura encurtar distância. “Todo os dias ligo para eles, de manhã, à tarde e à noite, me preocupo com eles”, falou Socorro, que prometeu vir para Elesbão Veloso assim que se aposentar.

Socorro comentou a respeito das limitações a que se encontra o pai Caboquinho, explicando que são consequências da vida. “Até cinco anos atrás, o papai era um homem cheio de vitalidade, ia e participava do Elesbão Folia, era muito de participar de Carnavais, ia para Água Branca; festas em Elesbão sempre estava, gostava de dançar, era namorador. Era menina mas lembrava, que o finado Valdir do Vidoca chamava ele de viúvo porque ele ia para as festas e lá tirava a aliança e dizia que era viúvo”, lembrou risonhamente.

Ela agradece por ter tido um pai dedicado e dentro da medida do possível sempre fez o melhor. “Ele e a mamãe nos deram educação, hoje somos todos formados”, falou. Socorro disse que o começo em Teresina não foi tão fácil, prova disto é que estava em Elesbão Veloso aos finais de semana. “Não conseguia me acostumar, mas hoje estou acostumada, meu coração é elesbonense, voltarei a morar aqui novamente por conta dos meus bebês(pais) mas hoje sou mais teresinense que elesbonense porque sai daqui aos 15 anos, e estou há 39 anos em Teresina”, completou.

Socorro Sales: filha do casal Caboquinho e Áurea. 

Moradora do bairro São João, funcionária pública há 36 anos diz que é feliz pelo que faz, é formada em cências contábeis com especialização em auditoria financeira e contábil, é bacharel em direito, e no Estado hoje exerce o cargo comissionado de pregoeiro na área de licitações. MAIS FOTOS


Por José Loiola Neto