Coordenador do setor de vacinas da Secretaria de Saúde Getúlio Portela se reporta sobre falta de soro antiofídico no HENM. Leia

Por José Loiola Neto/Elesbão News

Agora a pouco, o enfermeiro Getúlio Portela, coordenador do setor de vacinas e campanhas de vacinação junto a Secretaria Municipal de Saúde, manteve contato com a reportagem do Painel Popular FM Eldorado/Portal Elesbão News para fazer esclarecimentos necessários relativo ao noticiado sobre o caso envolvendo um menino de um ano e sete meses, do povoado Mosqueada, zona rural no município, picado por uma cobra jaracuçu no último domingo, e que após o trágico, na companhia dos pais, procurou o Hospital Estadual Norberto Moura-HENM para tomar soro antiofídico e foram informados que não havia o medicamento.
Enfermeiro Getúlio Portela explica sobre a falta de soro e vacinas no município: "O Ministério da Saúde não está enviando"
De acordo com o enfermeiro, os pedidos de soro e vacinas são feitos constantemente pela Secretaria Municipal de Saúde-SMS junto a Regional de Saúde, dessa maneira, nem a Prefeitura nem a Sala de Vacina tem culpa, nem mesmo a Regional de Saúde, que também não dispõe de soro. O pedido para vinda de soro antiofídico foi feito em dezembro passado. Em janeiro, conta o enfermeiro não chegou sequer uma remessa quer seja de soro ou mesmo vacinas.

- No final de janeiro estive pessoalmente na central de vacinas, falei com um funcionário e fui informado que lá não havia nenhum tipo de vacina. Não podemos obrigar o Ministério da Saúde a mandar. O medicamento é distribuído para regional e esta distribui para as cidades, mas as vezes a quantidade que chega a Regional é tão pouca que é preferível ficar lá que é mais central.

Prosseguindo com as explicações em torno do caso da falta de doses de vacinas antirrábica e soros antiofídico e antiescorpiônico, Getúlio Portela lembrou que o Governo Federal, através do Ministério da Saúde compra o medicamento e envia, mas se não há vacina ou soro suficiente, sendo assim, a Secretaria de Saúde não pode ser responsabilizada pela falta dos medicamentos.

- Conversei com um colega médico e ele disse que em vários hospitais do Piauí também tem faltado soro antiofídico.

Getúlio ressaltou que soro antiescorpiônico está com quatro anos que não chega ao município. Há relatos de médicos dando conta que em outros hospitais também não há o medicamento, sendo assim, não é um problema exclusivo de Elesbão. Ele explicou o porque do menino ter ido a capital em vez de Valença do Piauí.

- O menino foi levado para Teresina porque na Regional não tinha.

A manifestação de Getúlio se deveu à resposta do Hospital Norberto Moura, dando conta que a Sala de Vacinas é de responsabilidade da Secretaria de Saúde, e ele concordou, contudo, a falta de medicamentos não é em hipótese alguma culpa do município.
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