DE OLHO NA LÍNGUA- Dicas de português com o professor Antonio da Costa, de Sobral-CE. Material deste domingo, 19 de fevereiro 2017


AGENDA (ETIMOLOGIA)
Agenda (= as coisas que devem ser feitas). Uma agenda é uma coleção de cosias que precisam ser feitas. Esta pode ser uma ordem do dia concreta para uma reunião, na qual são listados os itens que devem ser abordados nesse encontro, mas também um plano vago futuro, que precisa ser elaborado ainda. Se alguém disser que algo está na “agenda”, quer afirmar que está na ordem do dia, que pretende tratar desse assunto.
O termo, na realidade, deriva do verbo latino “agere” – agir, atuar, realizar, e sua forma de gerúndio “agendum”, na forma plural neutra “agenda”, que, literalmente significa “aquelas coisas” que devem ser feitas, atuadas.

A popular “agenda” de hoje é uma caderneta, um caderno em forma de livro, em que são anotados compromissos, encontros, reuniões, temas a discutir, deveres a cumprir, datas a relembrar, contas a pagar, telefones de contato, mas não de reportar-se sempre à sua origem etimológica latina: “as coisas que devem ser feitas”.

QUAL É A CORRETA FORMA DO PLURAL DA PALAVRA CORREMÃO?
Corremão, por incrível que pareça, além da consagrada forma corremãos, admite a forma corremões.

ÍNTERIM OU INTERIM?
A palavra em questão é proparoxítona. A correta pronúncia é “ínterim”, com acento agudo no primeiro “i”.

USA-SE A CRASE OBRIGATORIAMENTE  (Parte final)
Nas locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas formadas de palavras femininas modificadas pelo artigo. Exs: à beira mar; à bruta; à busca de; à cata de; à condição de; à farta; à medida que; à proporção; à disposição de; à escuta; à boca pequena; à borda; à brasileira; à fina força; à francesa; à caça; à espreita; à custa de; à escolha; à espera; à farta; à larga; à meia-noite; à náusea (da expressão latina ‘ad nauseam’); à ré; à revelia; à risca; à furtiva; à fina força; à força; à longa; à mão tenente; à míngua; à porfia; à toa; à primeira vista; à pura força; à rédea solta; à sorrelfa (dissimuladamente); à superfície; à surdina; à toa; à tripa forra; à ufa (abundantemente); à valentona; à viva força; à voga; à vontade; às apalpadelas; às ave-Marias; às avessas; às boas; às braçadas; à carradas; às cegas; às chusmas; às claras; às cutiladas; às direitas; às duas por três (expressão típica de Portugal, para dizer: inesperadamente, de mandei imprevista); às cobertas; às escâncaras; às escondidas; às escuras; às fornadas; às mil maravilhas; às ocultas; às pressas; às soltas; às tontas; às turras; às vezes; às nuvens; às vias de fato; à viva força.

Em Portugal existem expressões típicas: Dar às gambias (fugir, correr, escapar ou, como dizem no Brasil, dar no pé; Dar às de Vila-Diogo (fugir); Dar à costa (naufragar).

(*) Professor Antônio da Costa é graduado em Letras Plenas, com Especialização em Língua Portuguesa e Literatura, na Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA). É, também, servidor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Sobral. Contatos: (088) 9409-9922 e (088) 9762-2542
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