PAPO COM IDOSOS: Seu Manoel Mundesa, aos 83 anos; lavrador, pedreiro, carpinteiro lembra infância na zona rural de Elesbão Veloso e idas a São Paulo, Goiás e Pará.

O Papo com Idosos do Painel Popular do último 29 janeiro foi com o senhor Manoel Soares da Silva, o “Manoel Mundesa”, agricultor, carpinteiro e pedreiro, no momento no alto dos seus 83 anos(05.12.1933), nascido na localidade Furnas, zona rural de Elesbão Veloso, ele é um dos 9 filhos do casal Raimundo Soares da Silva, falecido em 1981 e Joana Maria da Silva, desaparecida da vida terrena em 1966.

Conta ele que deixou o local em que nasceu aos 2 anos e meio de idade, indo morar na Fazenda Boqueirão, onde aos cinco ano já ia para o roçado, aos 15 começou a atividade de carpinteiro, a profissão de pedreiro veio em seguida na cidade Francinópolis, lugar em que viveu por 10 anos.

– Atividade de carpinteiro começou antes mesmo de eu ser pedreiro; fazia portas, janelas, caixão para defunto, paiol para colocar legumes, malas, isso dava muito trabalho; um paiol levava pelo menos cinco meses para concluir, trabalhava com um serrote manual.

Seu Manoel Mundesa, 83 anos: polivalência em profissões

Experiente no que se refere ao preparo de teto de casas, em 2002 sofreu uma queda enquanto trabalhava em uma residência no centro de Elesbão Veloso, o acidente o deixou com sequelas, mesmo assim, dentro das suas limitações conseguiu trabalhar.

– Sinto um incômodo danado em uma das pernas, quando estou andando dói bastante, se me sentar ao chão não consigo levantar. Já fiz sete cirurgias das mais diversas.

Casado com dona Alzira há mais de 50 anos, juntos tiveram cinco filhos. Perguntado como se sente aos 83 anos, ele disse que a situação não é das melhores, porém só o fato de caminhar muito lhe alegra. Seu Manoel toma remédio para controle da pressão arterial, e confessa que não vai ao médico regulamente.
 
SAIDAS DE ELESBÃO
Por três vezes esteve no estado de Goiás, onde fez curral para gado, ficou por sete meses em Campos do Jordão-SP, trabalhando no setor da construção civil, por último, em 1981, junto com toda a família residiu por três meses em Jacundá-PA, nesse período seu Manoel atuou construindo casas.

– Fui para morar lá, mas não me dei muito bem com o sistema de lá, lembro que os meninos iam para escola e voltavam reclamando que tinham apanhado, lá era um local perigoso, fiquei esmorecido e voltei.

Outra barreira enfrentada no Pará, lembra seu Mundesa, a malária, doença que matou muitas pessoas à época, ele agradece a Deus por não ter adoecido ninguém da família.

– Cheguei a ver colegas meus se tremendo e trabalhando mesmo doente porque precisava ganhar para sustentar a família.  (Por: José Loiola Neto) VEJA MAIS FOTOS

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