O PAINEL NÃO ESQUECE: Três meses do bárbaro assassinato ao mototáxista Zé Augusto e nenhuma resposta até agora; familiares seguem angustiados.

Por: José Loiola Neto/Elesbão News

Nessa última terça-feira de Carnaval, dia 28/2, ontem portanto completaram três meses  ou noutro cômputo 90 dias de um dos mais bárbaros assassinatos da história de Elesbão Veloso, o crime contra o mototaxista José Augusto Lopes, 35 anos, em 28 de novembro de 2016, em um trecho da estrada vicinal que dá acesso a localidade Gameleira, zona rural de município, a pelo menos 3 km da área urbana, numa segunda-feira à tarde.

O assassinato está na “obscuridade”, na medida em que não se tem até aqui nada que contemple o caso, não sabe o autor, que após praticar o ato tomou rumo ignorado. O elemento, após solicitar os serviços de Zé Augusto por meio de uma corrida na motocicleta da vítima, partindo do terminal rodoviário José Osvaldo Barbosa no sentido Gameleira, praticou o crime e desapareceu na motocicleta da vítima, não deixando vestígios substanciais para poliícia promover investigações.

Zé Augusto foi brutalmente assassinado com golpe profundo no pescoço

A linha de investigação da Polícia Civil de Elesbão Veloso sob o comando do delegado Paulo Gregório gira em torno de um latrocínio, já que houve o assassinato consumado e depois a subtração do bem, nesse caso, a moto. Não houve nem tem até hoje pistas que possam levar o bandido, autor do assassinato, cuja identidade é desconhecida, muito embora ainda durante o último mês de dezembro a polícia tenha divulgado um retrato falado do suposto assassino.

O criminoso, alias, é bom que se diga, minutos depois de matar Zé Augusto teria rondado alguns pontos da cidade, especialmente a área da Rua do Fio. Primeiro, ainda ensanguentado, teria passado por uma casa situada na estrada de acesso a localidade e pedido água para beber. Mais tarde, já ao anoitecer, foi visto em um posto ás margens da PI 224, onde abasteceu a motocicleta. Mas de verdade, é bom frisar que não há nada concreto, são informações extra-oficiais, de bastidores, não confirmadas pela polícia.

Fato é que ficou para família, além da perda irreparável do seu ente-querido Zé Augusto, muita angústia para esposa- Célia Regina, a filha Vanessa, o pai dele, o lavrador Chico Lopes, a irmã Lucinha Nunes, que ficou e continua arrasada, e que aparentemente não superou até hoje a perda do irmão.

Lavrador Chico Lopes, pai de Zé Augusto falou com nossa reportagem no dia do crime e disse estar prevendo o pior

Dias atrás, Lucinha manteve contato com nossa reportagem e ao tempo em que pediu para que o caso não caia no esquecimento por parte da Polícia e Justiça, sugeriu que o caso foi tratado com mais celeridade. Um crime bárbaro com requintes de crueldade e que não se tem até hoje nenhum rastro que leve ao autor desse latrocínio ou mesmo a motocicleta da vítima aparecer.

A polícia garante que as investigações não se findaram e que continua tentando elucidar o que se pode considerar um “quebra cabeças”, visto que o autor do assassinato pode ter premeditado tudo, levando em conta que ele chegou ao terminal rodoviário nas primeiras horas da manhã e permaneceu no recinto arquitetando seu plano, que se consumaria pouco antes das 14h, quando ele solicitou a corrida e lá praticou o crime, degolando o mototaxista com profundo golpe no pescoço, não dando chance a Zé Augusto que teve morte instantânea.

Delegado Paulo Gregório concedeu entrevista ao Painel Popular no dia da ocorrência

Importante lembrar que de acordo com o delegado Paulo Gregório, em entrevista para nossa reportagem no dia do ocorrido, não foram levados outros pertences de Zé Augusto, além da moto, dessa maneira, a carteira da vítima ficou, o celular também não foi levado.

A Eldorado Fm, através do seu departamento de jornalismo, por meio do Painel Popular e lembra as autoridades, especialmente a polícia acerca desse caso bárbaro, escabroso, temeroso e cruel, um crime que chocou a cidade, e que acaba de completar três meses.

Retrato falado do suposto assassino

José Augusto fazia ponto no terminal rodoviário de Elesbão Veloso, e pelo o que consta em meio a amigos era uma pessoa calma e tranquila e desde que se prove o contrário sem desafeto, não alimentando nenhuma má querência no meio em que trabalhava ou mesmo na cidade, em razão disso, o assassinato de Zé Augusto causou espanto, visto que ele era entre muitos, uma pessoa benquista.

Resta agora aguardar o desfecho em torno das investigações, aguardando que a polícia venha a público por meio do delegado Paulo Gregório confirmar e trazer algum relato em relação a esse caso que segue requerendo respostas.