Um pouco da história de IDÊ SOARES, imortal lateral-direito da Seleção de Elesbão Veloso.

Ontem(13/5) por ocasião da inauguração da Quadra Poliesportiva ILDEFONSO DE OLIVEIRA SOARES IDÊ, no Capitão Mundoco, o senhor Joaquim Magalhães, cunhado do homenageado, responsável por discursar em nome das famílias Oliveira & Soares traçou um histórico do lateral-direito da Seleção de Elesbão Veloso, falecido aos 52 anos em 2014. Confira!

Por: Joaquim Magalhães

“Estamos aqui hoje recebendo essa homenagem em seu lugar. É sem dúvida uma grande honra para todos nós. Somos sabedores de o quanto ele era amante do futebol.

Embora fosse um pó de arroz… um Fluminense rôxo, assistia a todos os jogos, independentemente qual time fosse.

Contaram-me que quando a bola chegava a pequena área do time de Elesbão, a dona Maria gritava pelos pulmões: ‘tira a bola dai Idê’. Bons tempos!

O Idê foi jogador de primeira linha, um filho querido, um irmão companheiro, um pai amoroso e um amigo leal e será eternamente lembrado por todos nós.

Sua estada aqui foi curta, porém muito proveitosa. Mostrou-nos que podemos sempre ser melhores. Podemos sempre superar nossos problemas e um dia, quando todo mundo caiu, o Idê se levantou e ajudou aqueles que outrora estenderam a mão a ele.

No último adeus não conseguimos dizer muito. Estávamos chocados demais. Não tínhamos como entender sua partida, mas em meio a tanta tristeza foi dito uma palavra que pode definir tudo e esta palavra foi dita por seu irmão João Filho: Guerreiro. O Idê era um guerreiro.

O que dizer de um homem que frente a grandes adversidades da vida conseguiu ser inteligente e passar em três vestibulares numa época que passar em um vestibular era algo extremamente difícil?.

O que dizer de um homem que frente a grandes dificuldades morou fora numa época que não tinha internet para matar a saudade da dona Maria, do seu João, dos seus irmãos, de seus companheiros de jornada de futebol?

O que dizer de um homem que frente a grandes dificuldades sustentou seus filhos numa época que ganhar dinheiro estava cada vez mais difícil?

O que dizer de um homem que frente a grandes dificuldades conseguia torcer pelo Fluminense e ainda rir das suas diversas caídas de divisão?.

O que dizer de um homem que frente a maior dificuldades conseguiu acalentar nossa família na morte do grande chefe?.

Era realmente um guerreiro, um guerreiro que lutou até o fim.

Nada mais justo do que terminar esse dia com uma partida de futebol. Seus familiares e amigos, companheiros de outrora estão aqui para lhe render todas as homenagens. Nada mais justo do que estender essa homenagem ao também jogador e amigo TUNDA, que nos deixou em fevereiro deste ano. Um jogador diferenciado que jogava descalço e ouvia a torcida: ‘vai Tunda, vai Tunda’. Com certeza o Idê, o Tunda e também o seu João Soares devem estar felizes por esse dia.

Agradecemos ao BALADEIRA, um amigo das antigas pela indicação do nome do IDÊ para esta quadra. Aos vereadores Gonçalo Moura e Cícero Marcos por levar essa proposição aos demais vereadores para aprovação e ao prefeito Ronaldo Barbosa pela sanção e a primeira-dama Glicéria por toda a colaboração.

Agradecemos em especial ao Paulo Martins, presidente da Fundespi, que hoje aqui esteve em Elesbão Veloso, ao Franzé Silva, secretário de administração e a todos os jogadores da Seleção de Elesbão Veloso.

Agradecemos a todos que de uma maneira ou de outra, direta ou indiretamente contribuíram para que este evento fosse realizado, enfim, agradeço em nome da família SOARES e OLIVEIRA por essa bela e grande homenagem a meu cunhado IDÊ, que foi um grande jogador e acima de tudo um grande homem, que soube fazer amigos e unir a família mesmo diante das mais diversas adversidades”.