Reciclador Jesuito Sousa, figura admirada em Elesbão Veloso.

 Por: José Loiola Neto/Elesbão News

Outro dia na sala de aula, em uma dinâmica para os alunos do 3º ano D/tarde no Ceep Benedito Leal, perguntei aos alunos: quem você mais admira; um dos alunos, o jovem Ytalo Ramiro, 18 anos respondeu que via com bons olhos o reciclador Jesuito Sousa, que exerce a função há pelo menos 17 anos, contribuindo para a limpeza da cidade.  Para Ytalo, Jesuito é importantíssimo para retirada de lixo reciclável das ruas, além disso, contribui para um ambiente limpo.

Durante participação no Painel Popular/FM Eldorado Edição 780, domingo passado(23/7), Jesuito narrou um pouco da sua história, ressaltando que começou trabalhando, vendendo produtos recicláveis para o senhor Titio Moura, falecido em 2009.

Reciclador Jesuito Sousa: trabalho importante em Elesbão Veloso.

Em um serviço paulatino, independente do dia da semana, no lixo, Jesuito disse que procura plástico, ferro, cobre, alumínio, litro, papelão, e que pretende continuar por muitos anos, pois apesar de ter concluído o ensino médio não conseguiu arrumar um emprego.

– Meu serviço é esse, é meu ganha pão, adquiro minha renda através da reciclagem. Sou feliz pelo que faço, o que eu ganho dá pra mim viver sossegado sem dever nada a ninguém, vivo independente.

Jesuito percorre a cidade inteira e transporta os produtos em um caminho de mão, usa o quintal da sua casa na Rua Tiradentes para depósito e vende o material para compradores de Valença e Teresina.

– Se alguém me chamar em casa para recolhimento de material vou lá e pego.
Filho do saudoso Antonio Maroto com dona Isabel, Jesuito disse que já percebeu “olhares desconfiados” de algumas pessoas, dada atividade que exerce, mas não liga.

– A gente tem que fazer o que gosta, me sinto feliz em fazer esse trabalho, não me importo para quem olha desconfiado para mim.

O reciclador concluiu dizendo que não fosse ele, os casos de dengue e outras doenças provocadas pelo mosquito Aedes Aegypti estaria se alarmando.

– A situação aqui só não é pior porque todos os dias faço esse serviço de coleta de lixo. Vejo muitas situações de copos com água parada. Em 2003, a dengue surrou todo mundo, adoeceu muita gente, inclusive eu, de lá pra cá há uma virose, mas nada que se compare àquele ano, acho que se deve a meu trabalho.