Ex-atacante Pantico, agora gerente de futebol do Flamengo-PI diz querer presidir a Federação de Futebol do Piauí.

Pantico em foto ainda nos tempo de jogador: ex-atacante vira gerente de futebol do Flamengo-PI

Por: José Loiola Neto/Esporte Local

Em entrevista ao Panorama Esportivo da FM Eldorado nessa terça-feira, o ex-atacante oeirense Pantico, destaque do futebol piauiense na década passada, tendo atuado em várias equipes do futebol brasileiro e com passagem também pelo futebol do exterior e que acaba de encerrar a carreira disse que pensa em no futuro presidir a Federação de Futebol do Piauí.

O agora gerente de futebol do Flamengo de Teresina iniciou a entrevista falando sobre a experiência de se tornar dirigente esportivo, acrescenta que a razão de ter aceitado o convite é pensando no futuro se tornar presidente da FFP.

– Assim que encerrei minha carreira, recentemente, recebi um convite para ser gerente de futebol do Flamengo. Estamos procurando fazer um trabalho que atenda a necessidade do Flamengo, um time grande que tem suas dificuldades, suas deficiências, mas com certeza com sua mentalidade vamos conseguir fazer algo diferente. Nesse início, temos como projeto ser campeão da Copa Piauí Sub-21. Mas meu motivo maior de estar no Flamengo hoje é de amanhar eu poder chegar ao topo do futebol piauiense e brigar pela Federação Piauiense para fazer com que o futebol piauiense passe a ser visto como deve ser.

Pantico falou do projeto 80 anos do Flamengo e traça metas para 2018 e deixa claro que o Rubro Negro irá priorizar a prata da casa no estadual do próximo ano.

– No futebol só tem espaço para os vencedores. Se a gente conseguir colocar o Flamengo nas finais da Copa Sub-21 será bom demais. Uma de nossas metas é procurar manter a base do grupo atual para o estadual do ano que vem. Estamos com problemas de recursos muito grande. Pensamos em 2020 colocar o Flamengo na Série B do futebol brasileiro, esse é o projeto. Estamos com o Projeto Flamengo 80 anos, já que o time completará 80 anos em dezembro. O nosso projeto é muito audacioso, mas um “projetos pés no chão” com pessoas que estão querendo. Temos uma base com 9 atletas com condições de disputar o Campeonato Piauiense 2018. A contratação de atleta profissional para o ano que vem é mínima, já que a escassez de recurso é muito grande. Vamos priorizar a prata da casa. Um clube como o Flamengo, o Ríver, o Altos tem que aproveitar o que tem de melhor em suas bases.

O ex-jogador opinou sobre os insucessos de Parnahyba, Ríver e Altos, representantes do Piauí na Série D do Campeonato Brasileiro, todos eliminados na primeira fase do torneio. Segundo ele, existe uma grande deficiência no futebol piauiense, citando a falta de apoio da FFP aos clubes.

– Ela(FFP) está pouco se lixando se os clubes  estejam bem ou não. Se eu um dia conseguir chegar a FFP vou em busca de mudar o momento atual, precisamos tornar o futebol piauiense digno a ponto de levar jogadores para as séries A, B e C do futebol brasileiro e jogar onde eu joguei. Hoje vários estados nordestinos tem jogadores atuando na Espanha e Portugal, em Dubai, no meu caso. Entendo que a FFP precisa de renovação.

Aos 36 anos ainda contemplado com boa forma físca, Pantico poderia muito bem jogar ainda por mais dois ou três anos, contudo, resolveu pendurar as chuteiras porque “perdeu a motivação para fazerem as coisas acontecerem”.

– Cheguei ao ponto de não ter mais tesão para treinar, não tinha mais vontade de acordar para treinar e no futebol é assim: se o atleta não está condicionado e focado em um objetivo ele tem de sair do meio do futebol porque se não vai começar a atrapalhar, e para não atrapalhar a quem queria achei melhor parar e dá minha parcela de contribuição como a que estou fazendo aqui no Flamengo, um time que tem suas dificuldades, mas estou dando a minha imagem, o meu trabalho, a minha experiência de vida em 22 anos de carreira, títulos, sucesso, vitórias, derrotas, aprendizado, erros. Tudo que vivi, vou tentar implantar no Flamengo.

O ex-atacante encerra dizendo que o futebol lhe trouxe muita felicidade, uma delas, a filha, no momento com oito anos de idade.

– O futebol me deu muitas alegrias, uma delas a minha filha, que está com oito anos, foi uma das melhores coisas que o futebol me deu. Tive muitas felicidades, sendo campeão no meu estado, e ter jogador em várias equipes do Brasil e lá fora.