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Garoto de 9 anos morre vítima de meningite em Elesbão Veloso; mãe desabafa

Menino Francisco de Assis: morte aos 9 anos
Ouvida pela reportagem do Painel Popular na manhã de sábado(11 de maio), em sua residência, situada à Rua 28 de Fevereiro, Capitão Mundoco a mãe do menino, a senhora Maria Jarlene Pereira dos Santos criticou os órgãos de saúde em Elesbão Veloso, Valença e Teresina, locais que o garoto recorreu na luta pela vida.Ela confirmou que o menino Francisco de Assis Pereira de Carvalho que completaria 10 anos em julho próximo morreu vitimado por meningite e reclamou a falta de atenção de médicos com seu filho. Leia os principais trechos da entrevista exclusiva ao Painel:

OS PRIMEIROS SINTOMAS
"Ele acordou na terça-feira pela manhã cedo com uma irritação no olho, aí levei ele no hospital, o doutor passou uma injeção para ele e um colírio para colocar no olho, a febre não passava, começou a ter crises de vômitos e muita dor de cabeça que ele tava sentindo;na quarta-feira pela manhã, levei ele novamente com febre, dor de cabeça e o pescoço dele já estava torto; cheguei lá no hospital, não tinha médico, a enfermeira Tutuz colocou ele lá num quartinho e botou um soro nele.


Jarlene Pereira fez críticas aos órgãos de saúde: em Teresina, nenhum médico me atendeu

DRAMA
Daí ele começou a se bater, se batendo, se batendo em cima da cama, ele não chorava, ficava com o olho aberto, não conseguia fechar mais o olho, só falou um vez e pediu água. Então disse: Tutuz, meu filho vai morrer! e ela- não se acalma, seu filho não vai morrer!. Ela então disse que chamaria uma ambulância para levar o menino para Valença, ajeitaram tudo e levaram ele pra Valença.

MAIS DRAMA EM VALENÇA
“Chegando lá tive que pegar o meu filho no colo, porque ninguém queria pegar o meu filho no colo, fui eu quem retirou ele do carro, botei ele na cama, estavam rejeitando o meu filho, ninguém queria pegar no menino por causa da doença dele, depois me isolaram dentro de um quarto com a criança, aplicaram nele duas injeções, depois ele teve duas paradas cardíacas, lá em Valença, aí eles viram que não iam dá jeito, transferiram ele para Teresina, no caminho de Teresina, na Estaca Zero ele faleceu”

IDA A ÁGUA BRANCA
“Lá mesmo da Estaca Zero voltamos, fomos para Água Branca, lá uma enfermeira perguntou se eu autorizava fazer um exame nele mesmo depois de morto, eu disse que autorizava, ela fez o exame e foi constatado que ele estava com meningite”


Jarlene confirmou que filho faleceu vitimado por meningite

DESESPERO
“Pra mim foi muito desespero, eu quem caminho com ele o tempo todinho, sozinha com ele, vendo meu filho se acabar daquela forma, eu nunca imaginava que o meu filho ia se acabar daquele jeito, meu filho era tudo pra mim, era o xodó da casa, ele estava estudando, fazendo a 4ª série”

DOENÇA REPENTINA
“Foi muito rápido, rápido demais, segunda-feira ele acordou bem, de terça para quarta já desandou tudo, aí não teve jeito”

CRÍTICAS AOS SETORES DE SAÚDE
“Se eu te falar, tú não vai acreditar, cheguei em Valença o médico não entrou nem dentro do quarto onde o menino estava, era só as enfermeiras, fizeram um papel e me encaminharam para Teresina, justo que eu nem cheguei a Teresina porque ele faleceu voltamos aqui para Elesbão Veloso, quando chegamos aqui à noite, tinha médico, mas eu não vi nem a cara do médico, ele não foi nem lá pra conversar comigo, nem com os meus parentes que estavam lá, escreveu lá num papel fomos novamente para Teresina, chegamos lá, nenhum médico me atendeu, não quiseram nem colocar a criança no necrotério, a criança ficou lá exposta à chuva, nós lá fora...”

MENINO FOI CHAMADO DE MERDA
“Chegou o vigia lá do hospital disse que não podia colocar a criança lá dentro porque não tinha nenhuma autorização do médico, ficamos lá aí com muito trabalho foi que um telefonema vindo de Elesbão Veloso para Teresina foi que conseguimos colocar o menino no necrotério; na hora de vestir a criança eles não queriam vestir a criança porque disseram que o menino estava com doença contagiosa e ainda chamaram meu filho de merda- ‘joga esse merda no mato’.


Jarlene ao Painel: chamaram o meu filho merda

DESABAFO
“O meu filho era um ser humano, ele não era nem um bicho para tratarem meu filho desse jeito só por causa dessa doença; qualquer pessoa podia pegar; fiquei muito chateada com toda essa situação, eu foi quem vestiu ele, eu e minha irmã porque se eu não tivesse vestido ele ninguém tinha pego ele, para pegar ele e colocar ele no caixão foi obrigado o pai dele e o motorista porque eles disseram que não iam pegar porque era um doença muito contagiosa”

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