| Viveu com 52 anos tem sérios problemas de visão |
_ Não consigo fazer nada. Tem dias que eu choro com vontade de trabalhar, suar, que minha vida era suando, pra ficar só aqui sentado, já que nem na rua posso ir, pois não enxergo direito, tenho medo de ser atropelado, é complicado e difícil acostumar com isso, lamentou Veveu.
O trabalhador iniciou a jornada em serviços braçais aos 16 anos e acha que as atividades as quais fazia, como limpeza de fossas sépticas, perfuração de poços e produção de carvão em fornos foi crucial para sua visão prejudicar a ponto de deixá-lo praticamente cego.
| Veveu e a companheira Maria Pereira de Jesus, 64 anos. |
Durante o ano passado, Veveu esteve numa clínica em Teresina e lá foi informado por um oftalmologista que o glaucoma estava em grau avançado, o que o fez descartar uma cirurgia.
_ Ele disse que se eu operasse cegaria mais rápido. O médico receitou um colírio que é apenas para amenizar o problema, completou Veveu.
Amparado por benefício social de apenas um salário mínimo, Veveu precisa usar colírio, cujo frasco é pequeno e custa R$ 138,00. Há alguns meses, ele encontrou uma companheira- dona Maria Pereira de Jesus com quem está vivendo, ela tem lhe ajudado bastante. Conhecido por sua braveza enquanto trabalhador, ele atribui a alta temperatura em fornos de carvão o acometimento da sua visão. (Por: José Loiola Neto)
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