DE OLHO NA LÍNGUA- Dicas de português com professor Antonio da Costa de Sobral-CE- Material de domingo, 15/07/2018

domingo, 15 de julho de 2018

DE OLHO NA LÍNGUA- Dicas de português com professor Antonio da Costa de Sobral-CE- Material de domingo, 15/07/2018

Dicas de português; imagem ilustrativa

Por Professor Antonio da Costa

“Eu coloro” ou “Eu estou colorindo”?

Eu estou colorindo. O verbo colorir não se conjuga na primeira pessoa do singular do presente do indicativo, embora possua todas as demais pessoas desse tempo: tu colores, ele colore, nós colorimos, vós coloris, eles colorem. Em vez de dizermos “eu coloro”, devemos dizer “eu vou colorir”.  “eu estou colorindo” ou qualquer expressão equivalente. Essa norma também se aplica aos verbos abolir, banir, demolir, discernir, explodir, extorquir, impedir.


Espiar / Expiar

Espiar (com “s”) significa ver ou observar secretamente. Lembre-se de espião, espionagem. Ex.: Eduardo espiou o decote de Aurélia. Expiar (com “x”) significa sofrer, padecer, pagar erros anteriormente cometidos. Ex.: Cometi um erro e devo expiá-lo (isto é: devo pagá-lo).


Por isso / de repente / a partir de

São expressões que, por serem compostas por vocábulos Independentes, são grafadas separadamente. Por isso (e não, porisso), de repente (e não, derrepente), por isto (e não, poristo), a partir de (e não, apartir de).


Tampouco ou tão pouco?

Tampouco (nem ao menos) supõe sempre outra ligação a que se refere: Ela não fala inglês nem tampouco francês; Não permite que a filha trabalhe nem tampouco que namore; O pessoal não veio nem tampouco disse que não vinha.

Tão pouco que dizer muito pouco ou de tal forma pouco ponto. Exs.: Dormi tão pouco hoje,  que nem tive tempo de sonhar;  Ganho tão pouco, que mal consigo sobreviver.

Abaixar ou baixar?
Abaixar usa-se em todos os casos: Abaixar o volume do rádio; Abaixar a voz; Abaixar as calças; Abaixar o tom de voz; Abaixar o topete, exceto em dois outros, em que se dê preferência ao emprego.


Baixar: 1) Usa-se quando não tem complemento. Ex.: O custo de vida baixou; O nível das águas do rio baixa dia a dia; Baixou o dólar, tem de baixar o preço da gasolina.


2) Quando o complemento é o nome de economia, da informar ou de parte do corpo: Baixou mil reais da sua poupança; Baixar uma música pela internet. Baixe o dedinho, querida.


“Os problemas pelos quais eles estão passando são seríssimos” ou “Os problemas pelos quais eles estão passando são seriíssimos”?

A frase correta é a segunda. Usa-se “seriíssimo”. Em todos os adjetivos terminados em “io”, antecedidos por consoantes, dobra-se o “i” na forma do superlativo absoluto sintético. Exs: frio – friíssimo; sério – seriíssimo.

OBS.: Veja o que diz o gramático Paschoal Cegalla, em sua Novíssima Gramática da Língua Portuguesa, à pág. 163, 36ª Edição: “Em vez dos superlativos normais, seriíssimo, sumariíssimo, ordinariíssimo, precariíssimo, primariíssimo, necessariíssimo preferem-se, na Língua atual, as formas seríssimo, sumaríssimo, ordinaríssimo, precaríssimo, primaríssimo, necessaríssimo, sem o desagradável hiato “i-í”. Ex.: “... Apresenta-se em trajes sumaríssimos, atentando contra o decoro” (Carlos Drummond de Andrade). Cheio e feio fazem, respectivamente: cheíssimo ou cheiíssimo, feíssimo ou feiíssimo.

(*) Professor Antonio da Costa é graduado em Letras Plenas, com Especialização em Língua Portuguesa e Literatura, na Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA). É, também, servidor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Sobral. Contatos: (088) 9409-9922 e (088) 9762-2542.

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