PAPO DE BOLA- Gonzaga do Arlindo relembra a lendária Seleção de Elesbão Veloso que ficou 52 partidas invicta: "fizemos jogos marcantes"

Gonzaga do Arlindo com a camisa do Campos Sales de Teresina

Gonzaga do Arlindo no Campos Sales de THE (3º em pé da esquerda para direita) em foto tirada em dezembro do ano passado. 

Por José Loiola Neto

Nascido no bairro Vermelha, aqui em Elesbão Veloso, em 1958, tendo morado parte da sua vida na Rua do Fio, Gonzaga do Arlindo, dono de um futebol vistoso, fez parte da geração de ouro no futebol elesbonense, integrando o "plantel mágico" da vitoriosa seleção de Elesbão Veloso, que batia a todos os seus adversários, implacável, ficou 52 partidas invicta. 

Ao participar do quadro Papo de Bola, nosso entrevistado relembrou os tempos áureos das jornadas esportivas no estádio Nogueirão(à época do famoso banco de areia) e em outros rincões do Piauí. Antes, recordou que o seu pai, o senhor Arlindo Braz foi guarda-fios dos Correios, além do que, quando ainda criança mudou-se para Teresina. 

- Mas minhas férias foram sempre na cidade de Elesbão Veloso, ficava na casa do seu Acelino Sapateiro e dona Socorro, sua esposa. 

Conta Gonzaga que sempre foi inclinado ao futebol, na infância, aos 10 anos, participou do I Torneio Juvenil em Elesbão Veloso, seu primeiro técnico foi  o desportista "Cigano".

- Fomos campeões em cima da Várzea Alegre no Campo Novo, localizado no bairro de Fátima. 

Durante parte da década de 1970 e começo dos anos 1980 vestiu a camisa da seleção principal de Elesbão Veloso.

- Era aquela seleção que ficou 52 jogos sem perder, fomos vice-campeões do intermunicipal; desses 52 jogos tiveram alguns que foram marcantes em um deles, por dois motivos: a seleção de Amarante nunca havia perdido  dentro de casa e a segunda característica eram violentos e tinham apoio da sua torcida.

Gonzaga do Arlindo lembrou que a partida contra Amarante na casa do adversário foi válida por uma das semifinais do Intermunicipal da APCDEP no ano 1980, Elesbão Veloso venceu por 1x0- gol do inesquecível Tunda(falecido em Fevereiro de 2017). 

- Isso foi um fato marcante porque ninguém acreditava na nossa vitória, ninguém acreditava no nosso time, nem mesmo os torcedores. O nosso time era: Xixico; Arnaldinho, Roberval, Arnaldo e Ildefonso; Gonzaga do Arlindo, Badu, Catita, Arlindo e Tunda. Na reserva, apenas o Emídio, tínhamos o Zé da Lina como roupeiro e o Mozar como diretor técnico. 

Gonzaga disse que parou de jogar pela seleção por 20 anos e nesse intervalo de tempo casou, viu seus 4 filhos nascerem, é avô de 7 netos, cuidou da sua vida pessoal e profissional- é funcionário público há 40 anos na área da saúde e ainda não está aposentado. 

- Em 1993, participei de um jogo beneficente no Clube Recreativo Elesbonense, em 2007 voltei a cidade para a disputa de uma partida amistosa a convite do meu amigo Puruka. 

Em Teresina, onde reside e trabalha, jogou por várias equipes amadoras, tendo sido campeão interbairros, da Copa Arizona e e torneios de futsal. 

- Na minha vida enquanto atleta amador fiz boas amizades, como a do Arnaldo Barbosa, Baladeira, Puruka, Gilvan, Malta, Tunda, Beckenbauer, Manelão, dentre outros amigos. 


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