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RELATO DE UMA VITÓRIA: Teresinha Loiola narra trajetória e experiência na árdua luta contra o câncer de mama.

Tetê Loiola em 2006 abraçado a um de seus filhos: de peruca, sem sobrancelhas e cílios, devido as sessões de quimioterapia  

Volta por cima: Tetê Loiola em 2021, 15 anos após descobrir câncer. 

Por Teresinha Loiola*

Teresinha de Jesus Loiola Silva

65 anos

Tive Câncer aos 50 anos

Católica;

Sou Teresinha Loiola, contadora, funcionária da Agespisa, casada com Antônio Onofre da Silva, também servidor da Agespisa e mãe de três filhos. Quanto a meu esposo, à época ele estava trabalhando junto ao escritório da empresa em Elesbão Veloso e teve que retornar para Teresina, tendo em vista dar suporte e me acompanhar, até porque à aquela altura, os nossos filhos estavam na faculdade em período de estudos. 

O câncer me fez desenvolver um vínculo social que até então não tinha, aos 50 anos de idade. Passei a participar de Workshops, oficinas de terapia ocupacional, grupos de oração, dentre outros. Desde o início não me deixei abalar com o diagnóstico. E sempre era convidada para dar entrevistas nos meios de comunicação, tornei-me conhecida por todos e principalmente onde eu fazia o tratamento (Oncomédica), e servia de exemplo para outros pacientes, pois mesmo passando por sessões de quimioterapia, radioterapia e mastectomia radical, mantinha o otimismo e o bom humor.

Nunca parei de fazer minhas atividades rotineiras, nem deixei de resolver minhas questões pessoais. Meus filhos, todos da área da saúde, conversaram muito comigo sobre o câncer. Um deles, fez o trabalho final do curso (Monografia), tendo o tema como “Ação Final Cinesioterapia na Reabilitação do Membro Superior em Pacientes Submetidos a  Mastectomia Radical tipo Halsted”.

Para avaliação do trabalho, esteve à frente este grande mestre, Luiz Ayrton Santos Júnior.

Nunca chorei, nem tão pouco fraquejei. Não escondia a doença, falava abertamente e com naturalidade sobre o câncer. Tive que sair do trabalho, mas continuei com o tratamento intensivo e minhas atividades de casa. À noite gosto muito de escrever, por ser um grande momento de reflexão e concentração para continuar minhas atividades do dia a dia.

Eu sempre fui otimista, pessoa de alto astral e em nenhum momento me abalei nem com o diagnóstico e nem tão pouco com o tratamento, eu sempre dizia “É mais fácil eu matar o câncer do que o câncer me matar”, inclusive, falei no programa de maior audiência da TV Clube, ou seja, horário nobre. No outro dia, quando as pessoas me viram pessoalmente, falaram: “Gostei da sua entrevista, mulher forte e de fé.”.•.

O ideal para vencer a doença é procurar levar a vida normal, desligar-se do problema, pensar positivo e em outras coisas, procurar ocupação. Sempre falava que pretendia voltar ao trabalho e voltei inclusive para o mesmo setor.

* Teresinha Loiola é contadora e funcionária da Agespisa. 


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