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PAPO DE BOLA- Ex-zagueiro Cícero Bezerra relembra experiências em equipes do futebol elesbonense, analisa a missão de comandar Seleção de Elesbão Veloso e é enfático aos críticos: "sei que não sou o melhor nome, mas também sei que não sou o pior nome".

Cícero Bezerra com a camisa da Seleção de Elesbão Veloso em 2006; título da Copa JVC
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Por José Loiola Neto

O ex-zagueiro Cícero Bezerra, 37 anos(19/10/1984) foi nosso entrevistado no quadro "PAPO DE BOLA" no último dia 10 de Abril/2022. Uma oportunidade mais que especial para sabermos da vida desse ex-boleiro, um amante não apenas do futebol, mas da própria Elesbão Veloso. "Não gosto quando falam mal de Elesbão", disse Bezerra em determinado momento da conversa, 

Professor licenciado em Geografia pela Universidade Estadual do Piauí-UESPI, Cícero Bezerra recebeu no começo desse ano por parte do prefeito Rafael Barbosa e do secretário de esportes Geny Broca, a incumbência de comandar a Seleção de Elesbão Veloso no IV Copão AMPAR, torneio que reúne dezenas de seleções do Estado. 

Cícero Bezerra após jogo pela Copa Cidade em 2014 

Para Cícero Bezerra e sua comissão, é na verdade, uma missão, considerando o fato da seleção principal da cidade não figurar em um torneio intermunicipal há exatos 16 anos, naquela ocasião, em 2006, ele fazia parte do grupo como atleta que conquistou o título da Copa JVC de forma invicta. 

Talhado a desafios, Cícero vem em principio enfrentando severas críticas sobretudo pelo grupo que escolheu com sua comissão técnica, formada pelo ex-jogador Biguelê, seu auxiliar-técnico Biguelê, o preparador físico Eder e o massagista João Tesousa de Ouro. Ele assegura não estar preocupado com os reclames que vem das redes sociais e dos bastidores, pois tem convicção que utilizou critérios para formar o time. 

Cícero Bezerra falou ao Papo de Bola 
Ao Papo de Bola, Cícero Bezerra, lembrou sua atuação por MangueirenseGrujobasc, Bairro de Fátima e Pé do Morro, clube pelo qual possui afinidade e laços estreitados, fez elogios a ex-atletas do nosso futebol, como Biguelê, analisou os investimentos dos clubes, a falta de novos talentos, expressou sua paixão pelo Palmeiras e se mostrou confiante em seu time, a Seleção de Elesbão Veloso fazer uma boa campanha no Copão AMPAR. Abaixo, os principais trechos da entrevista. 

VIDA FUTEBOLÍSTICA EM ELESBÃO

- Iniciei no Mangueirense, um time criado por meu amigo Leângelo, na oportunidade ele me convidou para fazer parte do time, inclusive conseguimos chegar no primeiro ano de criação do time na semifinal do campeonato e perdemos para a Rua do Fio que tinha o melhor time da cidade naquela época, perdemos por 1 a 0. 

MAIS SOBRE O MANGUEIRENSE

- Naquele período do Mangueirense foram lançados vários atletas novos, inclusive eu que fui revelação do campeonato naquele ano. Tínhamos também o Jorge Pesado, Zé de Jesus, o Jonas, Celso, jogando o fino da bola, era um grande craque, dentre outros que disputaram aquela Copa Cidade. 

OUTRAS EQUIPES

- Depois do Mangueirense migrei para o Grujobasc, lá conquistei títulos, fui depois para o Pé do Morro, que foi o time onde passei grande parte da minha vida esportiva, foram exatos 10 anos, nesse time conquistei tudo que poderia conquistar como amador, fiquei lá até 2012, quando fui para o Bairro de Fátima, onde tive uma boa receptividade, não fui campeão. 

RELAÇÃO ESTREITADA COM MORRO

- Esportivamente sim, até porque fiquei 10 anos lá, boa parte da minha juventude, foi onde consegui ganhar vários títulos, fui capitão do time, tive essa forte ligação com o Pé do Morro, mas tenho muito carinho por todas as equipes que defendi. 

FIM DA CARREIRA POR UM INCIDENTE

- Encerrei, infelizmente por um problema de saúde, então tive que parar de jogar futebol. Mas sempre acompanhei o futebol da nossa cidade e gosto muito de futebol. 

FOME DE BOLA

- Acho que não fosse esse problema ainda estaria na ativa, até porque eu amo futebol. É uma coisa que gosto desde criança, é uma coisa que sempre quis participar e estar dentro do futebol elesbonense e acredito que ainda hoje eu estaria jogando jogando bola. 

CARACTERÍSTICAS COMO ATLETA

- Naquela época não tínhamos ainda um campo muito bom como hoje, eu era um zagueiro que se desse para sair jogando com classe eu saía, se não desse, eu não tinha vergonha de dá chutão. Fui bastante criticado por isso, mas preferia dá chutões do que entregar gols para o adversário. Entendo que fui um zagueiro seguro, sei que não fui o melhor na posição, mas sei que fui um dos melhores da posição da minha época, era um zagueiro firme e confiável. 

FUTEBOL ELESBONENSE E MERCADO

- Na minha época, poucos ganhavam dinheiro. A maioria jogava por se idetificar por determinado clube. Já os atletas de fora, estes sim, recebiam para jogar. 

COMPARAÇÕES COM O ONTEM E HOJE

- Hoje eu vejo que os caras estão mais focados ao dinheiro. Não tenho nada contra isso, mas acho que deveríamos ter um pouquinho mais de identificação com os clubes porque hoje é dificil você saber até onde o atleta joga porque todo ano ele muda de clube, mas cada um sabe o que faz. Eu particularmente nunca joguei por dinheiro, recebia propostas, mas nunca saí de um clube para outro para ganhar dinheiro. 

CLUBES QUE PAGAM JOGADORES

- Fazer mal acredito que não porque eles tem direitos. Só acho que deveríamos ter fidelidade por quem nos ajudou porque uma coisa que preservo na vida é a questão da gratidão. 

OBSERVAÇÃO SOBRE DESEMBOLSO

- Os times aqui estão gastando rios de dinheiro para manter um time. Nada contra, pelo contrário, eu tiro até o chapéu para eles que conseguem angariar esses valores que a gente ouve falar, só que isso termina fazendo com que o jogador fique querendo jogar onde se paga mais e as vezes você fica refém disse, acho que isso deveria ser revisto. 

VALORES INDIVIDUAIS NO FUTEBOL LOCAL

- Elesbão Veloso tem muitos bons atletas, inclusive na seleção. Mas acho que nesses últimos 15 anos nós priorizamos demais os atacantes de fora. Vejo nossos atacantes, jovens promessas se contentando em ficar no banco porque está recebendo R$ 100,00, e até disse para eles: 'acho que vocês precisam se valorizar e pedir para jogar porque se você é um bom jogador e um bom jogador prcisar estar dentro de campo'. 

DESAFIO DE COMANDAR A SELEÇÃO COMO TREINADOR

- Sou um cara que amo minha cidade e em outra oportunidade até lhe falei que 'não gosto quando falam mal de Elesbão Veloso', e isso não é por prefeitura, por prefeito, nem por niguém é por Elesbão Veloso, e eu encaro essa missão de diregir a seleção da minha cidade como um desafio muito grande e eu tenho me dedicado a isso, tenho estudado muito sobre esquema de jogo, tenho fazer o trabalho no estádio três vezes por semana, os atletas estão muito bem fisica, técnica e taticamente para que possamos logar êxito e sairmos com a vitória na estreia. 

O CONVITE E OUTRAS CONSIDERAÇÕES

- Recebi com uma certa surpresa porque eu já estava fora do futebol elesbonense(sem participar de times), por outro lado, recebi com alegria em poder voltar ao cenário do futebol elesbonense, sei da responsabilidade, sei que não sou o melhor nome, mas também sei que não sou o pior nome, sou um dos nomes que poderia estar lá,sou uma pessoa que fui vitoriosa no futebol elesbonense, fui campeão na última vez que a nossa seleção foi campeã, graças a Deus sou um cara que tem comportamento por onde ando, respeito as pessoas e isso conta. Confio nas pessoas que estão ao meu lado, acho que somos capazes de fazer um bom trabalho. 

SELEÇÃO DIVIDINDO OPINIÕES

- Eu estou bem tranquilo porque os atletas foram avaliados. Alguns atletas ficaram de fora porque foram convidados, convocados e nunca compareceram aos treinos, então se você não tem tempo para fazer algo a culpa já não é minha e outra: respeito a opinião de todo mundo porque lista de atletas é algo complicado, por exemplo, eu mesmo não concordo com a lista do Tite, mas eu não posso fazer nada, lá no momento quem está lá é eu, Biguelê, Eder e o seu João, então lá a responsabilidade é nossa. 

PROJEÇÕES PARA SELEÇÃO NO COPÃO AMPAR

- Confio na minha equipe, muito boa por sinal, o time está treinando, estamos preparados. Os treinamentos foram bem feitos, foram realizados semanalmente, a maior parte dos atletas compareceram aos treinamentos, trabalhamos os aspectos de finalização, batida de falta, pênalti, posicionamento, então tudo que podíamos fazer a gente fez. 

PAIXÃO CLUBISTA X SELEÇÃO

- A gente ouve algumas coisas, mas eu não tenho papa na língua, sendo assim, se a pessoa não tiver coragem de falar para mim, não levo em consideração, sou bem tranquilo em relação a isso. 

COMENTÁRIOS LEVIANOS NAS REDES SOCIAIS

- Fiquei chateado com algumas pessoas porque elas precisam entender que nós vivemos em um mundo conectado. Ou seja, ela fala uma bobagem em um grupo e acha que não vai chegar até a gente, daí a gente fica sabendo, e aí a gente se chateia porque a gente tem consideração por aquela pessoa, mas eu encaro isso de forma tranquila. 

SAUDADES DA ÉPOCA EM QUE FOI BOLEIRO

- Passei três anos sem ir ao estádio, porque eu não conseguia nem olhar para o estádio, fiquei sem assistir jogo nenhum, de tanta saudade que eu tinha, até que eu passei a jogar sinuca, praticar outros esportes que eu era capaz, mas hoje estou bem tranquilo, o esporte é uma coisa que eu amo, em especial o futebol. 

REAÇÃO EMOCIONAL ÀS LIMITAÇÕES

- Graças a Deus sou uma pessoa bem tranquila, de cabeça boa, e graças a Deus tenho uma família maravilhosa que sempre me apoiou, meus amigos verdadeiros nunca deixaram de me visitar, eu nunca me escondi de ninguém, eu saio, nunca deixei de ir a uma festa, nunca deixei de ir a determinados locais, os lugares que não vou é porque não é possível. 

QUEIXAS E COBRANÇAS POR ACESSIBILIDADE

- Essa questão aqui é muito complicada. Você observa a Praça da Independência, já falei com vários representantes, e a gente não vê uma rampa, em qualquer outra praça da cidade tem uma rampa, mas o cara coloca o carro ou a moto na frente, aí eu também não gosto de ficar pedindo para retirar nada do lugar, apesar que é um direito meu. 

PAIXÃO PELO PALMEIRAS

- Eu nasci em 1984. Quando eu tinha 9 anos o Palmeiras estava ganhando tudo na época da Parmalat com aquele timaço, uma seleção e acredito que por isso comecei a gostar do Palmeiras e até hoje amo o meu time do coração, mas já coloquei uma coisa na cabeça: ele não consegue me fazer triste, só me dá alegria, se ele perder estou de boa, se ele ganhar estou muito feliz. Não sou fanático, eu gosto do Palmeiras, mas de boa. 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

- Desde já quero lhe agradecer. Dizer que vocês fazem um bom trabalho em nossa cidade, em termos de divulgação do nosso esporte. Acho que os dirigentes deveriam agradecer a vocês por isso, essas transmissões de jogos são importantes. 

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