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| Agnaldo Alves exibe documento de cidadania paraguaia |
Por José Loiola Neto
O empresário elesbonense Agnaldo da Silva Alves, conhecido como “Agnaldo Cabeça Branca” ou “Rei do Celular”, proprietário da Fazenda Três X e da Loja Rei do Celular, em Elesbão Veloso, está no Paraguai há cerca de um mês. A viagem teve como principal objetivo a obtenção da cidadania e a regularização migratória no país vizinho.
Durante esse período em terras paraguaias, Agnaldo alinhou as tratativas para formalizar o processo de migração. Nos últimos anos, ele percorreu praticamente toda a América do Sul, com passagens por Argentina, Chile, Bolívia e Peru. Grande parte desses trajetos foi realizada em uma motocicleta Pop 110. Recentemente, ele adquiriu uma nova moto e seguiu rumo ao Paraguai com o objetivo de concluir o processo migratório, tornando-se, segundo ele, o primeiro elesbonense a migrar oficialmente para o país.
Em entrevista ao ELESBÃO NEWS, Agnaldo explicou que aderiu ao programa denominado “Migramóvel”, uma espécie de mutirão criado para agilizar a legalização da permanência de estrangeiros no Paraguai.
— É uma forma de migrar mais rápido. Fora esse programa, o processo pode levar de quatro a seis meses. O governo, percebendo a demanda e o volume de brasileiros migrando para o Paraguai, criou essa alternativa. Cerca de 90% das pessoas que procuram o serviço são brasileiros — relatou.
Agnaldo contou ainda que ficou afastado das redes sociais durante o período em que tratava da imigração. Segundo ele, a decisão foi para manter o foco no objetivo.
— Quando você fala em migrar para outro país, as pessoas mais próximas, principalmente aquelas que gostam da gente, querem que você permaneça por perto. Mas meu desejo era migrar para o Paraguai e consegui concluir o processo. Hoje estou oficialmente legalizado para permanecer dois anos no Paraguai, podendo prorrogar por mais dez anos.
O empresário afirmou ter percorrido cerca de 90% do território paraguaio em sua Pop 110, destacando que o país vai muito além da movimentação intensa na região da fronteira com o Brasil, especialmente nas imediações da Ponte da Amizade.
— Os paraguaios são muito receptivos com os imigrantes, especialmente com os brasileiros. Só tenho a agradecer ao governo paraguaio por abrir as portas para nós.
De acordo com Agnaldo, a decisão de migrar está ligada à possibilidade de expandir seus negócios e à avaliação de que o Brasil enfrenta um momento econômico delicado. Ainda assim, ele reforça que a escolha não significa romper vínculos com sua cidade natal.
— O fato de eu ter migrado não quer dizer que vou morar definitivamente lá. Posso passar esses dois anos no Brasil e depois renovar por mais dez. Se o Brasil continuar como está, já tenho essa garantia. Mas continuo gostando muito do meu país.
Ele acrescentou que retorna ainda nesta semana ao Brasil, especialmente para Elesbão Veloso, onde mantém seus negócios, residência fixa e domicílio eleitoral.
— Morar em outro país é algo normal. Temos elesbonenses nos Estados Unidos, em Portugal, na Suíça, na Suécia. Não é coisa de outro mundo. Continuarei com meus negócios em Elesbão e também explorando outros países de moto — concluiu.














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