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Raio-X Eleitoral de Elesbão Veloso: Nas Eleições Estaduais Desde 1998, Ronaldo Só Não Venceu para Governador em 2010 (Apoiando JVC) e em 2022 (Apoiando Sílvio Mendes) — Sendo Vencedor em Todos os Demais Cargos (Deputado Estadual, Deputado Federal e Senador), Demonstrando Alta Resiliência Política

Dados do TSE revelam que, mesmo diante de megafrentes governistas e alianças de peso, grupo político manteve patamar competitivo e ampliou presença no eleitorado.

ELESBÃO VELOSO (PI) — O cenário político do município de Elesbão Veloso carrega peculiaridades que chamam a atenção de analistas e observadores eleitorais. O histórico das urnas demonstra a consolidação do grupo liderado por Ronaldo Barbosa, cuja força política ficou evidenciada tanto nas disputas municipais — como na vitória apurada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com 6.069 votos (53,12% dos votos válidos) — quanto na capacidade de sustentação de votos nas disputas ao Governo do Estado.

A análise fria dos dados das últimas duas décadas revela que o grupo construiu um capital eleitoral sólido, capaz de rivalizar em condições de quase igualdade mesmo quando enfrentou grandes coligações formadas por estruturas governamentais e mandatários locais.

O Desempenho em Pleitos Estaduais Desfavoráveis

Nas disputas ao Governo do Estado em 2010 e 2022 — únicas ocasiões recentes em que as chapas apadrinhadas por Ronaldo Barbosa não lideraram a votação no município —, o comportamento das urnas indicou alta capacidade de resistência eleitoral do grupo, em vez de retração política.

Balanço Comparativo das Disputas Estaduais em Texto

Ao comparar o desempenho do grupo político nas duas principais disputas estaduais em que seus aliados não obtiveram a maioria na cidade (2010 e 2022), os números revelam uma estabilidade impressionante de capital político, mesmo diante de contextos adversos:

  • No pleito estadual de 2010: Em um universo de 12.435 eleitores aptos e 8.366 votos válidos, o candidato apoiado por Ronaldo Barbosa na oposição, João Vicente Claudino (JVC), conquistou 3.362 votos, o que representou 40,19% dos votos válidos (e 27,04% do eleitorado total). Do outro lado, o bloco governista encabeçado por Wilson Martins (apoiado pelo então prefeito Dr. Dezinho Moura, pelo PT, por Lula e por Wellington Dias) alcançou 3.942 votos, ou seja, 47,12% dos votos válidos (e 31,70% do eleitorado total). A diferença foi de apenas 580 votos (6,93 pontos percentuais).

  • No pleito estadual de 2022: Com o eleitorado expandido para 12.733 aptos e 9.256 votos válidos, o candidato apoiado pelo grupo de Ronaldo, Sílvio Mendes, cravou 4.411 votos, atingindo 47,66% dos votos válidos (e 34,64% do eleitorado total). Por sua vez, Rafael Fonteles — amparado pelo Governo do Estado, PT, Lula, Wellington Dias, pelo vice-prefeito Arthur Paes Landim, pelo ex-vice Tufy Holanda, pela vereadora Elizeth Vieira, pelo vereador Fernando Moura e pela ex-prefeita Rosa Moura — obteve 4.813 votos, o equivalente a 52,00% dos votos válidos (e 37,80% do eleitorado total). A margem de vitória da supercoligação governista foi de apenas 402 votos (4,34 pontos percentuais).

Principais Conclusões da Análise Eleitoral

  1. Crescimento do Capital Eleitoral: Do pleito de 2010 para o de 2022, a votação da chapa apadrinhada por Ronaldo saltou de 3.362 votos (40,19%) para 4.411 votos (47,66%), registrando um avanço de 7,47 pontos percentuais sobre os votos válidos.

  2. Redução da Margem Adversária: A vantagem mantida pelos blocos governistas estaduais caiu de 580 votos (6,93%) em 2010 para apenas 402 votos (4,34%) em 2022, mostrando que, mesmo enfrentando múltiplos mandatários e ex-gestores reunidos no palanque oposto, o município ficou praticamente dividido ao meio.

Contexto Político das Disputas

A leitura dos resultados exige a compreensão dos arranjos políticos locais e estaduais vigentes em cada período:

1. A Conjuntura de 2010

Em 2010, Ronaldo Barbosa integrava a oposição municipal. O Palácio Municipal era comandado pelo então prefeito Dr. Dezinho Moura, que articulou a base local em favor do governador Wilson Martins. A candidatura governista reunia a máquina estadual e o apoio direto do PT, de Wellington Dias e do presidente Lula. Ainda assim, a chapa oposicionista viabilizada por Ronaldo garantiu mais de 40% dos votos válidos na cidade.

2. A Conjuntura de 2022

No pleito de 2022, Ronaldo atuava na articulação política (com o prefeito Rafael Barbosa à frente da gestão municipal). O candidato governista estadual, Rafael Fonteles, reuniu em Elesbão Veloso uma ampla coalizão que agregou:

  • A força do Governo do Estado, PT, Lula e Wellington Dias;
  • O vice-prefeito Arthur Paes Landim (lançado na vida pública pelo grupo de Ronaldo);
  • O ex-vice-prefeito Tufy Holanda (que exerceu três mandatos de vice na base de Ronaldo, rompendo em 2020 por impedimentos da Lei Eleitoral);
  • A vereadora Elizeth Vieira;
  • O vereador Fernando Moura e a ex-prefeita Rosa Moura.

Mesmo diante da convergência de forças com mandatos e lideranças históricas no mesmo palanque, a chapa apoiada por Ronaldo registrou 47,66% dos votos válidos, estabelecendo um cenário de equilíbrio quase perfeito nas urnas municipais.

Considerações Finais

A série histórica apurada pela Justiça Eleitoral atesta que a liderança política de Ronaldo Barbosa em Elesbão Veloso se consolidou com alto grau de fidelidade eleitoral. Os números indicam que, mesmo em cenários de forte pressão política e reorganização de forças adversárias, o grupo preservou uma base sólida que atinge cerca de metade do eleitorado do município.

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