Paralisação do fornecimento nesta sexta-feira (16) expõe a fragilidade contínua do sistema e deixa a população dependente de reservas próprias por pelo menos dez horas.
Os moradores de Elesbão Veloso enfrentarão, mais uma vez, a interrupção do fornecimento de água potável ao longo de toda a sexta-feira (16). A concessionária Águas do Piauí anunciou uma parada programada das 8h às 18h para a substituição da bomba de um poço — uma intervenção que escancara a dependência do município de manutenções paliativas recorrentes para manter o serviço básico funcionando.
Embora a empresa classifique a medida como uma "melhoria operacional", a paralisação do sistema transfere novamente para o consumidor o ônus da fragilidade estrutural da rede. Por dez horas — sem contar o tempo de recuperação gradual do sistema —, as torneiras ficarão secas, exigindo que a população se adapte e racione um recurso essencial pelo qual paga regularmente.
Em nota, a gerente executiva da empresa, Flávia Miranda, defendeu a ação afirmando que a substituição da bomba "reforça o compromisso da concessionária com a melhoria contínua da operação". No entanto, para os usuários que convivem com a rotina de desabastecimento e avisos de última hora para "economizar água", o discurso de eficiência contrasta com a realidade de um serviço que ainda opera no limite.
A recomendação oficial da concessionária de que os clientes reservem água com antecedência escancara uma lógica perversa: a responsabilidade de garantir o abastecimento mínimo em dia de manutenção recai sobre as famílias, e não sobre a eficiência do plano de contingência da prestadora.
Para quem precisar de suporte ou quiser registrar reclamações durante o período de interrupção, a Águas do Piauí disponibiliza o atendimento pelo número 0800 223 2000 e pelo aplicativo oficial. Resta saber até quando a rotina de paradas programadas continuará sendo vendida como avanço na qualidade do serviço.

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