Depois de 30 anos atuando no segmento lojista no Piauí, Vamir Onias ou "Valmirzinho do Confiança" agora é dono do próprio negócio: "vem dando certo".

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Depois de 30 anos atuando no segmento lojista no Piauí, Vamir Onias ou "Valmirzinho do Confiança" agora é dono do próprio negócio: "vem dando certo".

Por José Loiola Neto/Destaques de Elesbão

Nascido no povoado Capim Pubo, zona rrual de Elesbão Veloso, Valmir Onias(12/05/1958), um dos 10  filhos do casal Antonio Onias da Silva e Maria Soares de Macedo(ambos in memória), veio para cidade durante a década de 1970, e aqui fez o primário e curso ginasial. A sua primeira experiência profissional foi no Armazém Confiança em 1978, e Valmir recorda mais ou menos como foi a sua contratação.

- Meu padrinho Antonio Moura era muito amigo do Seu Mundinho, que era o gerente à época, então ele conseguiu esse trabalho pra mim.
Valmir Onias ou Valmirzinho do Confiança: experiência como gerente
Aqui de Elesbão Veloso, foi transferido para Teresina em 1982, ficando por um período de seis anos, retornando novamente a Elesbão Veloso para abrir a loja de tecidos do senhor Sebastião Macedo-- o Semac Tecidos.

- Ajudei ele no começo da loja, depois retornei a Teresina para gerenciar a loja do Armazém Confiança na Piçarra. Trabalhei também com Expedito Noronha numa madeireira que ele tem no Maranhão, fiquei lá por um período de seis meses, voltei para Teresina e iniciei uma passagem pelo Armazém Nordeste.

No Armazém Nordeste Valmir Onias recorda que permaneceu até 2008, tendo passagem pela loja em Elesbão Veloso entre 1999 e 2000. Ele começou como subgerente da loja em Água Branca em 1995 até a metade de 1996, quando foi transferido para Simplício Mendes, seguiu depois para Piripiri.

Gerente do Grupo Semac, trabalhou no Armazém Confiança a partir de 1978, Armazém Nordeste, e no momento, ele mora em Teresina e trabalha por conta própria, comercializando ovos produzidos em granjas e cajuina.
Depois de 30 como lojista, Valmir Onias hoje é dono do próprio negócio
O novo ramo tem dado certo em que pese a tão falada crise, que na concepção de Valmir existe principalmente para quem vive de vendas no varejo.

- A crise está terrível porque hoje o varejista depende de uma boa produção para realizar uma compra considerável, e se o mercado da indústria está ruim o varejo está pior porque os clientes dependem muito do comércio varejista e o comércio tem que ter produto de qualidade e preço acessível, se não reunir essas duas coisas, você não sobrevive no mercado nos dias atuais porque há muitos atravessadores.

Perguntado se valeu a pena ter feito parte do seleto comercial(Grupo Semac, Confiança, Armazém Nordeste, Grafitte Móveis etc), atuando grande parte do tempo como gerente, Valmir disse que foi algo marcante na sua vida na medida em que saiu de um interior para vencer e fazer história.

- De cara comecei logo numa grande loja que era o Confiança, pra mim foi uma satisfação muito grande, um prazer e uma conquista na vida.

Na entrevista, ele não esqueceu de comentar sobre as feiras aos sábados em Elesbão.Segundo ele, era a maior feira da região.

- Eu como vendedor chegava a vender 15 bicicletas durante uma feira, hoje em um mês dificilmente você venderá 15 bicicletas. A bicicleta era o transporte na época. Para conseguir comprar uma bicicleta a pessoa tinha que vender 15 quartas de arroz.

Casado com dona Regina Barbosa(natural de Beneditinos-PI) desde 1985, pai de três filhos, um deles casado, Valmir disse que o casamento foi uma das melhores coisas que aconteceu na sua vida. Contudo, de um modo geral, principalmente no que compete o ramos profissional, as dificuldades ocorrem, daí é preciso está preparado para superar os problemas.

- Já passei muitas dificuldades na minha vida que se fosse relatar daria um livre de várias páginas, porque nem tudo é mil maravilhas, enfrentei situações difíceis que se eu não acreditasse que existe Deus não iria superar, mas sou católico praticante, sempre vou a igreja e participo dos trabalhos e não posso deixar isso porque é nossa fé e vida, que depende 100% de Jesus Cristo. A gente não é nada sem ele.

Morando nos últimos anos em Teresina Valmir Onias lembrar que a capital piauiense sofreu um impacto de crescimento sobretudo no aspecto urbano.

- Quando cheguei em Teresina em 1982, Teresina era pequena. Eu morava no Bela Vista I, depois começaram a construir o Bela Vista II, depois construiram o Promorar, ali onde é hoje o Promorar era um baixão, havia muita água por ali. Teresina na Zona Sul era conhecido só o Parque Piauí e Lourival Parente. Teresina cresceu bastante deu um salto grande, tanto que tem quase 1 milhão de habitantes.

Valmir Onias em entrevista ao Painel Popular/FM Eldorado

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