PAPO COM IDOSOS- Ex-estivador Manoel de Sousa, o "Santô", filho do Manoel Parnaíba recorda os tempos da Cibrazem e das grandes feiras em Elesbão Veloso: "dava pra ganhar dinheiro".

sábado, 10 de março de 2018

PAPO COM IDOSOS- Ex-estivador Manoel de Sousa, o "Santô", filho do Manoel Parnaíba recorda os tempos da Cibrazem e das grandes feiras em Elesbão Veloso: "dava pra ganhar dinheiro".

Santô: 63 anos, foi agricultor e estivador em Elesbão Veloso.

Por José Loiola Neto/Destaques de Elesbão Veloso

Manoel de Sousa Filho ou simplesmente Santô, morador da Rua Ursulino Coimbra, na Piçarra, atualmente com 63 anos(02/11/1954) foi no passado um lavrador e estivador bastante conhecido em Elesbão Veloso. Ele foi nosso entrevistado no Quadro Papo Com Idosos, que foi ao ar durante o último mês de fevereiro, no Painel Popular.

Nascido em Elesbão Veloso, um dos sete filhos de Manoel de Sousa, o "Manoel Parníba" e Raimunda Rosa de Sousa(ambos in memória), nos últimos meses, encontra-se com saúde um pouco abalada, em razão principalmente da diabetes.
Santô sentando em um dos bancos da Praça da Independência, onde foi vigilante
Trabalhador rural nato, fez várias roças, também exerceu a atividade de estivador(carregando e descarregando caminhões) e vigilante da Praça da Independência, cargo que era do pai dele,

Dentre os estivadores, Santô lembrou de Zé Nula, Chico Nula, Manezin Nula, Ze Donana, sendo que á época do descarrego de cargas de milho para estocagem na Cibrazém foi boa para ganhar um dinheiro extra.

Ele lembrou da pessoa de Batistinha do Banco do Brasil, uma pessoa que era muito boa para os estivadores e do trabalho que prestou na famosa "emergência" que além de pagar os trabalhadores por sua mão de obra destinava ainda um cesta básica contendo arroz, farinha, massa, óleo e o famoso feijão da Maguinú.

- Aquele feijão preto salvou muita gente. Era um salva-vidas para pobreza em Elesbão Veloso, pena que não tem mais, se aparecesse agora ia salvar muita gente.

Usando medicamentos de maneira contínua, as dificuldades para comprar surgem de vez em quando, afinal os dois remédios que utiliza chega a mais de R$ 170,00, e apesar de ser aposentado, as dificuldades sempre aparecem.

- O dinheiro não é suficiente. Me aposentei na época certa graças a Deus, o dinheiro se souber distribuir direito dar para fazer algumas coisas, mas em caso de doença é complicado, no meu caso estou dependente.

Diabético e com problemas cardíacos, Santô disse que os primeiros sintomas da diabéticos se deu quando a visão começou a ficar limitada com escurecimento, fraqueza nas pernas e fome. Ele garante que a doença está sob controle.

Casado, pai de um jovem de 18 anos, questionado o ex-estivador recordou os tempos das grandes feiras em Elesbão Veloso, no centro e no antigo mercado público, na Vermelha, disse que muitos dos feirantes faturavam bem a partir da venda de produtos como arroz, feijão, milho, goma, farinha, rapadura etc.

Reconheceu que o hábito do consumo exagerado de bebida alcoólica lhe prejudicou bastante. Ao falar do pai, o lendário Manoel Parnaíba à época, temido pela meninada por acharem que seriam "capados" por ele.

- Isso acontecia porque naquele tempo os meninos eram mais assombrados, se fosse hoje talvez os meninos fossem para cima dele.

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