PAPO DE BOLA- Gabriel de Valença do Piauí, um cinquentão que ainda dá caldo; mais de 30 anos de dedicação ao futebol amador: "nunca exigi nada"

sábado, 10 de março de 2018

PAPO DE BOLA- Gabriel de Valença do Piauí, um cinquentão que ainda dá caldo; mais de 30 anos de dedicação ao futebol amador: "nunca exigi nada"

 
Gabriel vestido na camiseta da Seleção de E.Veloso de Cinquentões, segurando a taça de vice campeão no Médio Parnaíba

Por José Loiola Neto/Esporte Local- Papo de Bola

O Papo de Bola, quadro do Eldorado Esportivo e reprisado pelo Painel Popular, na FM Eldorado teve a satisfação de recentemente conversar e saber um pouco da vida futebolística do boleiro Francisco Gabriel Filho, que do alto dos seus 50 anos(03/07/1967) completados ano passado, ainda segue na ativa, desfilando seu futebol aguerrido e de força pelo Liverpool de Valença, sua terra natal e até por seleções masters, caso da nossa Elesbão Veloso, que ele vestiu a camisa para a disputa do Campeonato de Cinquentões do Médio Parnaíba do ano passado, quando o time ficou com o vice-campeonato, depois de perder o título para Regeneração.

Um dos 9 filhos do casal Francisco Gabriel(in memória, faleceu há 6 anos, em decorrência de problemas na próstata, e tinha Alzheimer) e Joaquina Silva Santos, Gabriel, casado com dona Evilane Maria Taveira com quem tem duas filhas-- Gabriela e Rafaela, é professor especialista em Políticas Públicas, é efetivo junto a rede estadual de ensino, e ministra aulas de Matemática e trabalha em Aroazes, localizada a poucos quilômetros de Valença, é também professor da rede municipal em sua cidade.
Gabriel, 50 anos: muita experiência a serviço do futebol amador em Valença e região
Os primeiros passos como jogador de futebol amador foi em Teresina, onde morou por  três anos, durante os anos 1980, dando continuidade nos anos 1990 em sua cidade. Na capital piauiense morou em colégio interno, e através de amigos da cidade de Altos-PI passou a jogar futebol naquela cidade.

- Tive oportunidade também de jogar em Alto Longá em intermunicipal, nesse campeonato aliás joguei também por Pimenteiras e defendeu a seleção da minha cidade.

Zagueiro de origem, tendo defendido a seleção de Alto Longá e equipes amadoras em Altos, ao retornar a Valença passou a atuar com lateral direito, mas joga também como volante. Analisando o futebol sua época e o atual, Gabriel observa que as transformações são perceptíveis, prova disto é que naquele tampo as dificuldades eram tamanhas, até para conseguir comprar uma chuteira.

- Hoje é tudo mais fácil, até para viajar naquela época era difícil, os campos de futebol naquele tempo era ruim, hoje a maioria tem gramado, é outra estrutura, hoje os dirigentes olham mais para os atletas, mas na nossa época também era prazeroso jogar.

Gabriel com a camisa do Liverpool, de Valença do Piauí
Sobre o futebol valenciano da sua época, ele lembrou a rivalidade das equipes, especialmente entre o final dos anos 1980 começo dos anos 1990, e em cidade próximas a Valença disputou torneios locais em Aroazes, Inhuma, Ipiranga, Pimenteiras e Elesbão Veloso, onde defendeu as cores do Grojobasc e Flamengo do Zé Ferreira.

- Em Valença disputei vários campeonatos, meu primeiro time foi o Combatentes, fui vice-campeão valenciano, depois joguei pelo Crovapi e no Sevapi até o time acabar, atualmente eu visto a camisa do Liverpool.

A extinção das equipes como Sevapi e Crovapi, tradicionais times valenciano, nosso entrvistado atribuiu às administrações, e lembrou que apenas depois de oito anos, a administração voltou a realizar um torneio municipal.

Avaliando a situação atual de jogadores amadores que jogam e recebem por partida, Gabriel disse que na sua época não tinha isso.

- Tai em Elesbão Veloso o Zé Ferreira(dono do Flamengo) que não me deixa mentir, o pessoal do Grujobasc também, nunca exigi nada, as vezes até as passagens era eu que pagava, tirando do meu próprio bolso, jogava por gostar, e foi assim em todos os municípios por onde joguei, nem na Seleção de Pimenteiras não ganhei por jogar.

Quanto a possibilidade de ter sido jogador profissional de futebol, oportunidade não lhe faltou já que à época em que morou em Teresina teve um professor que lhe abriu uma oportunidade, e por vários vezes fazia treino/apronto no Auto Esporte(extinto), mas pesou o conselho do pai, que lhe dizia que os estudos eram mais importante, além do que naquela época os salários no futebol não eram como nos dias atuais. Gabriel se propôs a analisar o futebol piauiense do passado e dos dias de hoje.

- Nem se compara. Quando estou em Teresina ainda vou assistir aos jogos no Albertão e Lindolfo Monteiro e vejo que é muito diferente se for comparar o nível técnico.
Gabriel no Liverpool- o primeiro agachado, da esquerda para direita.

O segredo da longevidade como jogador de futebol, segundo ele se deve a muita disciplina e incremento de outras atividades esportivas como ciclismo e maratona. Em conversa com o seu médico, o profissional indicou que "já estava na hora de maneirar um pouco" em relação o futebol.

- Mas a turma não me deixa em paz, Durante a minha vida de boleiro, tive um lesão muito séria em 1991 durante um jogo entre as seleções de Valença e Elesbão Veloso pelo intermunicipal, atualmente sinto um incômodo na coxa, mas nada que me impeça de jogar, me considero um jogador disciplinado, e no Liverpool atualmente muitos me colocam como exemplo para eles, eu já tenho 30 anos na ativa como jogador amador.

A exemplo do ano passado, a seleção de Elesbão Veloso deverá participar do Campeonato de Cinquentões do Médio Parnaíba, no final desse ano, e Gabriel já se colocou a disposição da equipe para disputa do torneio.

- Sempre me coloquei a disposição de Elesbão Veloso, pois é um cidade que sempre me dei bem, tenho muitos amigos ai, o Biguelê, o Ronaldo(Aderbal), o Manelão, que conheci aqui em Valença e tenho uma relação bem estreita.

Professor por formação, Gabriel comenta a realidade da Educação, lembrando que o sistema mudou demais quando comparado à sua época como estudante.

- As dificuldades para os professores aumentaram e a valorização não aconteceu proporcionalmente, dai a dificuldade maior é o profissional ter que conciliar a vida de sala de aula com a social.

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