PAPO COM IDOSOS: Aos 76 anos, aposentado José Rodrigues da Silva, o Zé Tôco, mesmo sem um dos braços trabalha no roçado, anda de bicicleta e moto.

sábado, 21 de julho de 2018

PAPO COM IDOSOS: Aos 76 anos, aposentado José Rodrigues da Silva, o Zé Tôco, mesmo sem um dos braços trabalha no roçado, anda de bicicleta e moto.

Seu José Rodrigues da Silva, o Zé Tôco

Por José Loiola Neto

Morador da Rua Nossa Senhora de Fátima, no Cirino, o aposentado José Rodrigues da Silva, o Zé Tôco foi nosso entrevistado do Papo com Idosos em 24 de junho passado, oportunidade em que relembrou um pouco da sua vida, falando ao lado da esposa dona Suli com quem tem cinco(mas eram 12) filhos que já lhe deram netos.

Zé Tôco é que podemos chamar de aguerrido e admira-lo, isso porque apesar do problema-- a ausência de um dos braços(braço esquerdo) ele nunca abriu mão de trabalhar na roça, andar de bicicleta e pilotar motos.

Nascido na localidade Malhada, zona rural de Regeneração a 25 de abril 1942, sendo um dos 5 filhos de Luis Rodrigues da Silva e Maria Batista da Conceição veio cedo para Elesbão Veloso, primeiro para a localidade Estreito depois nos povoados Santa Helena e Buriti dos Nunes, onde conheceu a esposa.
Dona Suli, esposa de Zé Tôco

A vinda para a cidade deu-se em 1979, em princípio para morar no bairro Piçarra até 2009, quando transferiram domicílio para o Cirino.

A perda de um dos braços foi quando tinha apenas 12 anos, momento em que trabalhava na moagem de cana de açúcar em um engenho do senhor Jão Chiquinha no Povoado Santa Helena.

Por conta do ferimento ficou pelo menos duas semanas internado em um hospital de Teresina. Relembra Zé Toco que por conta do acidente o seu pai tentou conseguir uma indenização junto ao proprietário do engenho, que disse não condições.

A partir dai, pleitearam e conseguiram uma aposentadodia. Não foi fácil, segundo Zé Tôco assimilar o fato de não ter mais um dos braços, então o jeito foi trabalhar, mesmo tendo obtido a aposentadoria.

Apreciador de cachaça e cigarro, figura constante nos bares do antigo mercado público ele assegura que barrou o vício. Em tom de brincadeira dona Suli disse que o constate uso de álcool por Zé Tôco "podia ser considerado um peso", até porque ninguém gosta de bêbado.

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