PAPO DE BOLA- Manoel Ibiapina, o "Manulêu", ponta-esquerda dos bons no futebol piauiense recorda jogo no Nogueirão e rasga elogios a Elesbão Veloso: "terra de craques"

sábado, 2 de março de 2019

PAPO DE BOLA- Manoel Ibiapina, o "Manulêu", ponta-esquerda dos bons no futebol piauiense recorda jogo no Nogueirão e rasga elogios a Elesbão Veloso: "terra de craques"


Por José Loiola Neto/Esporte Local- Papo de Bola

Manoel Ibiapina ou simplesmente "Manulêu", foi destaque no futebol amador do Piauí, especialmente durante as décadas de 1960 e 70, quando esteve a serviço de algumas seleções municipais incluindo Oeiras e Uruçui na disputa dos campeonatos intermunicipais promovidos pela APCDEPI.

De passagem por Elesbão Veloso, semana passada, quando ao lado do amigo e parceiro Florindo Neto ministraram um curso de arbitragem para árbitros de futebol amador em Elesbão Veloso e cidade próximas, Manulêu falou com exclusividade ao "Papo de Bola/Elesbão News" e recordou a época áurea do futebol piauiense não apenas n a categoria amador, mas no profissional, onde ele teve oportunidade de ingressar, mas por razões estritamente pessoais, preferiu permanecer como atleta amador até encerrar a carreira, pouco depois da metade dos anos 1980.

Manuelêu reconhece ser saudosista aos bons tempos do futebol piauiense, visto que à época, segundo ele, o futebol "era mais romântico" ao contrário dos dias atuais, quando presenciamos um 'futebol força" dosado a um "treinamento europeu", por isso, os craques são raros.

- Antigamente era fácil encontrar craques, hoje está mais difícil, veja o caso da Seleção Brasileira, que há dois anos não faz um gol de falta.

O nosso entrevistado prosseguiu enfático em dizer que o futebol força praticado nos gramados europeus supera o futebol arte, sempre praticado no Brasil, talvez por isso, o país não tenha ganho um título mundial nos últimos anos. A mudança de realidade, receita Manuelêu é os clubes investirem ainda mais nas escolinhas de base, reforçando a preparação dos meninos já a partir do Sub-9.

- Entendo que apenas dessa maneira poderemos ver o ressurgimento de craques no futebol brasileiro.

Ao comentar sua trajetória futebolística, Manuelêu afirmou que foi um atleta amador, sendo que à época preferiu não se profissionalizar, muito embora tenha jogado pelo  Auto Esporte, equipe pela qual foi campeão estadual em 1983.

- Dizem que no futebol jogador ruim vai para arbitragem, não foi o meu caso. Eu sempre fui um jogador de destaque, atuava como ponta esquerda, fui artilheiro várias vezes e atuei em várias seleções em intermunicipais, encerrei a carreira cedo devido a problemas em um dos joelhos e passei para arbitragem.

Para Manulêu, os joelhos são a "mola mestre" de qualquer atleta, acrescente-se a isso que àquela época, segundo ele, a medicina não dispunha dos recursos que possui nos dias atuais para pronta recuperação de um jogador de futebol.

- Naquela época, um atleta fazia fisioterapia era com tijolos amarrados na perna, havia muita carência.

Consta na lista de seleções que Manulêu envergou camisetas, as equipes de Oeiras, Piripiri e Uruçui, sendo que ele não teve a felicidade de ter sido campeão, embora tenha disputado uma decisão pelo selecionado de Piripiri.

O ex-jogador teve a oportunidade de fazer parte do famoso Colorado de Teresina, este time aliás que tinha no grupo craques como Rui Lima, Airton e o ex-goleiro Windenburgo esteve em Elesbão Veloso jogando contra a seleção local que estava há 52 partidas invictas, nesse dia aconteceu a queda da invencibilidade, pois o time teresinense saiu vitorioso por 3 a 1. Ao recordar essa partida, Manuelêu enalteceu a garra dos seus companheiros, mas não esqueceu de reconhecer talentos natos produzidos no futebol elesboenense.

- O campo era muito areia, mesmo assim, conseguimos nos superar, só que Elesbão Veloso sempre foi terra de craques, é uma terra que gosta muito de futebol, essa cidade é destaque no estado já que foi campeã de intermunicipal em pleno Albertão. Elesbão Veloso tem uma história bonita no futebol amador do Piauí.

Após dá como encerrada a meteórica carreira, Manulêu disse que participou do Campeonato Piauiense como árbitro de futebol, recordou que sempre foi árbitro assistente(antigo bandeirinha), trabalhou em 27 campeonatos estaduais, também esteve a serviço da CBF como assistente em alguns jogos pelo Nordeste, não chegando a  ir para outra região do pais.

- Hoje tenho alguns amigos, ganhei oportunidades porque o futebol se alastrou e aqui no Piauí temos bons árbitros, prova disso é que tem árbitro apitando a 2ª Divisão e Copa do Brasil.

Com relação ao declínio do futebol piauiense, sobretudo no que diz respeito a público nos estádios, Manulêu destacou que o advento da televisão afugentou os torcedores das arquibancadas, dessa maneira, aquele torcedor que não é apaixonado por seu clube não vai ao estádio.

Ele considera que fez muitos amigos no futebol, sem esquecer que em todo segmento existem os "traíras", e no contexto geral entre prós e contra, tristeza e alegria, o prazer de ter jogado futebol e ainda fazer parte dele como apitador é primordial.

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