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EMATER Elesbão Veloso informa que cerca de 90% da safra agrícola 2021/2022 foi perdida e acúmulo pluviométrico em Março chegou a quase 500 mm.

Por Felipe Costa

Em conversa com Valdecir Alves de Araújo (Dedé do EMATER) foram pautados diversos assuntos de interesse da população. 

Dedé falou sobre programas de incentivo ao produtor, concedido por bancos em parceria com o EMATER. 

- No momento temos a linha de crédito do Agro Amigo do grupo B, que vai até o valor de R$ 6.000. Esse, é para o herdeiro do dono da terra, é para o vaqueiro do dono da terra e que o dono autorize 


CHUVAS

Em quase 17 anos de trabalho frente ao órgão, Dedé afirma que nunca teve conhecimento de um período chuvoso tão atípico. 

- Esse ano fomos pegos de surpresa! Mais precisamente do dia 29 de Setembro, as chuvas de verão foram superiores. A preparação do solo começa por volta do mês de julho, lá para Setembro ele prepara a terra para queimar, uma prática que não recomendamos, porém, é algo cultural e de tradição. 90% deles, foram pegos de surpresa e não conseguiram queimar a roça. Choveu em Setembro, Outubro, Novembro, Dezembro, hoje é 9 de junho e ainda continua chovendo.

O EMATER de Elesbão Veloso, tem em dados o acumulado pluviométrico observado mês a mês: 

Outubro - 140 mm

Novembro - 242 mm

Dezembro - 290 mm

Janeiro - 125 mm

Fevereiro - 170 mm

Março - 487 mm

Abril - 106 mm

Maio - 85 mm

Dedé afirma que açudes e reservatórios estão com suas capacidades máximas atingidas e que, há uma preocupação do homem do campo de acontecer a ligação de um período chuvoso com o outro. 

De acordo com o calendário de cultivo da terra do agricultor, o atual momento já era de preparação da terra. 

Como consequência das chuvas intensas, os órgãos de acompanhamento afirmam que, cerca de 90% da produção agrícola da cidade de Elesbão Veloso foi perdida e ainda há uma assistência para o produtor prejudicado. 

Dedé conclui explicando que alguns grãos estão vindo de outros estados para suprir a necessidade da população. 

- Hoje, o milho que estamos consumindo está vindo do Goiás ou Mato Grosso, o arroz, o feijão também; tudo vindo de fora. Esse ano não tivemos nem aquela produção de sustento próprio. O prejuízo na produção da cidade deve amargar e ser refletido no bolso do munícipe.


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