Na disputa pelas duas vagas em jogo para o Senado pelo Ceará, Wagner obteve 2.011.388 votos (20,70% dos válidos). Apesar da marca expressiva que comprovou a capilaridade de sua base, o desempenho garantiu apenas a terceira colocação geral. As cadeiras foram conquistadas por Cid Gomes (PSB), que liderou com 31,22%, e por Luizianne Lins (REDE), que alcançou 29,05% dos votos válidos.
O revés majoritário encontrou reflexos imediatos na composição legislativa da base wagnista. Dayany Bittencourt (União Brasil), esposa de Capitão Wagner e postulante à reeleição para a Câmara dos Deputados, encerrou o pleito com cerca de 48,1 mil votos, ficando na condição de suplente. O resultado na corrida à Câmara corrobora um período de retração de espaço em Brasília para o núcleo político, que já lidava com a perda de vigência do mandato anterior após reajustes no quociente eleitoral pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Com a ausência de mandatos executivos ou federais de peso sob sua alçada direta após as urnas de 2026, o grupo político inicia um processo de profunda reavaliação estratégica. Desafios ligados à consolidação de alianças e à superação do teto eleitoral em disputas majoritárias passam a figurar como prioridades para a sobrevivência e o protagonismo do agrupamento nas próximas movimentações políticas do estado.

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