Houve um tempo em que o nome de Francisco Everardo Oliveira Silva, o palhaço e humorista Tiririca, era sinônimo de avalanche de votos e garantia de sobra nas urnas.
A aposta desesperada de retornar ao seu estado natal após ver sua popularidade evaporar em São Paulo provou ser um completo fiasco político.
A curva descendente da carreira política de Tiririca expõe o tamanho do ocaso e a rápida repulsa do eleitorado a um mandato esvaziado de conteúdo:
2010 (O Apogeu em SP):
O início estrondoso com mais de 1,3 milhão de votos, elegendo-se como o deputado federal mais votado do Brasil sob o slogan cínico de que "pior do que tá não fica". 2014 a 2018 (A Queda Gradual):
A contagem começou a despencar ladeira abaixo — de 1 milhão de votos em 2014 para pífios 453.855 votos em 2018. 2022 (A Respiração por Aparelhos em SP):
Conseguiu se arrastar para mais um mandato por São Paulo com apenas 71.754 votos, escapando por um triz graças à sobra partidária do antigo partido. 2026 (O Fundo do Poço no CE):
Ao tentar reiniciar a carreira no Ceará pelo PSD, levou um choque de realidade implacável: minguados 5.523 votos, menos de 1% do que acumulava em seus áureos tempos.
Sem nunca ter apresentado relevância legislativa expressiva ou entregado projetos de peso durante seus anos em Brasília, Tiririca deixa a Câmara dos Deputados pela porta dos fundos.
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